domingo, 27 de agosto de 2023

ENQUANTO COMUNIDADES RECEBEM AMEAÇAS DE MORTE, GOVERNADOR DO ESTADO ACENA PARA OS AMEAÇADORES

 


Por Equipe de Comunicação da OPA

 

É emblemático! Enquanto oitenta famílias agricultoras Sem Terra saíram às ruas de Jaguaruana (26/08), entregando panfletos e conversando com a população a respeito da luta que ora enfrentam no município para produzir alimentos saudáveis, recebendo todo tipo de ameaça da parte de empresários do camarão (carcinicultores) e políticos locais, a imprensa noticia que o governador do Estado do Ceará, Elmano de Freitas, acena para ampliar privilégios ao mesmo grupo de empresários.

A atividade empresarial de criação de camarão é uma conhecida devastadora da natureza. Além do uso intenso de produtos químicos, do alto desmatamento e de uma absurda concentração da propriedade da terra, pesquisas revelam que, para se produzir 01 Kg de camarão neste modelo, são necessários de 60 a 80 mil litros de água.

“Estão matando nosso rio, envenenando nossa terra. A carcinicultura devasta tudo que encontra pela frente! Aí quando nós, agricultores, ocupamos as fazendas abandonadas e degradadas por eles para produzir alimentos saudáveis e criar nossos filhos, nos ameaçam de morte. Dizem que vão expulsar a gente na bala. Mas nós vamos resistir. É direito nosso, e agora estamos aqui na rua explicando isso para o povo”, denuncia emocionada Solange Silva, da Ocupação Gregório Bezerra.

No panfleto distribuído constam imagens da produção de alimentos nas duas comunidades onde moram as famílias que participaram da panfletagem: a Gregório Bezerra e a Ocupação Dom Fragoso.

“Produzimos na terra recebendo ameaça toda hora, quando deveríamos era receber incentivos, que são nossos direitos. Todos os dias nós pegamos água a 2 quilômetros na carroça para aguar as plantas. Dois para ir, dois para voltar. Imagina isso aqui com um poço, como seria? Já lutamos por mais de uma, duas, três vezes para o governador receber nossa comissão para encaminhar nossa pauta. Ele promete que vai receber, mas nunca recebe. Como acabar com a fome sem resolver a questão da terra, me diz? Como?!, relatou seu Zé Catarina, da Ocupação Dom Fragoso.

Segundo a imprensa, o governador do Ceará trabalha para simplificar licenças ambientais para a carcinicultura, o que acarretaria uma devastação ainda maior.

As duas comunidades fazem parte da Organização Popular (OPA) e, juntas a outras tantas espalhadas pelo Ceará, que passam por problemas semelhantes, lutam para que os governos estadual e federal encaminhem a solução das reivindicações apresentadas.

sábado, 8 de julho de 2023

Beira-Rio resiste e amplia apoios contra despejo

                      


                      

                  Thales Emmanuel, militante da OPA.


            Quando foi perguntado em assembleia lotada se “medo ou confiança”, escutou-se numa só voz: CONFIANÇA!

As 53 famílias da Ocupação Beira-Rio (Teresina-PI), por completo, as mais de 20 crianças, as gestantes, os idosos, as mulheres e os homens ergueram suas vozes em assembleia ontem à noite para reafirmar que não vão sair de sua terra, de suas casas. A Ocupação Beira-Rio resistirá até o fim.

A coragem vem da necessidade, mas não somente. Vem igualmente da firme compreensão, fortalecida com a construção da resistência, de que gente deve ser tratada como gente.

          O dia de ontem foi bastante corrido, muitas reuniões com apoiadores. Quem é sério não tem como não abraçar uma luta tão justa quanto a do direito humano à moradia. Padres, pastores, mãe de santo, deputado, comunidades, organizações populares, sindicatos, o arcebispo de Teresina... Incontáveis são as entidades e personalidades, de vários estados do Brasil, que declaram que estão do lado da vida e contra o despejo. Em conversa realizada na parte da manhã com comissão da comunidade, Dom Juarez lembrou que “A terra é dom de Deus, e os dons de Deus são para todos”.


           Amanhã, domingo, será o Dia D Poder Popular! Uma manhã de atividades culturais organizada pela e na comunidade. É muita coisa para caber aqui neste pequeno texto. É melhor ir conferir de perto. Começa às 8 horas. Somos todos e todas convidadas!

Sobre o juiz que, atendendo a solicitação da prefeitura, ordenou o despejo: foi promovido. No capitalismo, a crueldade é condecorada. Agora, outro magistrado julga o caso: o senhor Lirton Nogueira Santos.

           Para finalizar, a comunidade faz questão de advertir que “Os poderes constituídos serão os únicos culpados por qualquer atentado cometido contra a vida de qualquer pessoa da Beira-Rio”. Porque é certo que ENQUANTO MORAR FOR UM PRIVILÉGIO, OCUPAR É UM DIREITO!

quarta-feira, 5 de julho de 2023

QUANDO NEM LIXO DEVE SER JOGADO NAS RUAS, FAMÍLIAS SÃO NOVAMENTE AMEAÇADAS DE DESPEJO EM TERESINA!

                                          Coordenação da Organização Popular – OPA.


 

A Ocupação Beira-Rio, localizada na Zona Sul de Teresina-PI, encontra-se mais uma vez ameaçada de despejo. Sexta-feira passada, primeiro de julho, um oficial de justiça entregou uma liminar de reintegração de posse – uma ordem de despejo –, estabelecendo prazo de 15 dias para contestação. Desde então, as famílias se movimentam no sentido de barrar esta absurda decisão judicial proferia pelo senhor João Gabriel Furtado Baptista, da 2° Vara dos Feitos Públicos da Comarca de Teresina.

A primeira ação de despejo contra a comunidade ocorreu há pouco mais de um mês, quando agentes da Superintendência das Ações Administrativas Descentralizadas (SAAD) e da Guarda Municipal, sem qualquer mandado judicial ou aviso prévio, na base de muita violência, destruíram e atearam fogo em barracos e expulsaram os moradores. As famílias, que lutam pelo direito humano à moradia justamente por não terem para onde ir, retornaram e reocuparam corajosamente a área. O terreno é registrado como sendo de interesse público e desde a década de 1970 encontra-se abandonado, sem cumprir nenhuma função social.

A mesma prefeitura, depois da repercussão do feito, que resultou, inclusive, na prisão de uma liderança comunitária, pareceu “arrependida” e publicou matéria oficial que dizia ter doado o terreno para as famílias.

“Não dá para confiar nenhum pingo! Ou o povo acredita no povo, na sua organização, na sua união, na sua luta, ou vamos passar mais quinhentos anos de massacres e enganação”, declarou Francisca Tatiana, moradora da Beira-Rio.



O direito à moradia é fundamental para a vida de qualquer ser humano. No entanto, no Brasil, ele é negado para dezenas de milhões de pessoas. Enquanto isso, bancos e grandes empresas multiplicam seus lucros a cada ano, com a sangria dos cofres públicos e, consequentemente, dos corpos da imensa maioria dos brasileiros.

Em Teresina, a prefeitura vem encabeçando uma sequência feroz de despejos. São famílias, comunidades inteiras, uma após a outra, lançadas no olho da rua sem qualquer amparo. Como se não fosse justamente do Estado, sustentado pelos impostos pagos pela classe trabalhadora – incluindo os sem teto despejados –, a responsabilidade constitucional de assegurar os direitos básicos a todo ser humano, inclusive o de moradia (Artigo 6° da Constituição Federal). O que fazem é desumano, é cruel, é covardia, é criminoso!



Exigimos do Governo Estadual e Federal o devido e urgente posicionamento político, uma vez que, segundo a mesma Constituição, assegurar o direito à moradia também é de competência dessas duas esferas. Governantes, se lavarem suas mãos na pia da omissão, serão eternamente responsabilizados por qualquer mal infringido contra a integridade física ou mental de qualquer uma dessas pessoas – mulheres, homens, crianças, idosos.

Também lembramos aos poderes constituídos que a comunidade não quer guerra. As famílias querem moradia, querem sossego, dignidade, querem ser tratadas como gente. Gente que são, gente de direito! Nem lixo deve ser jogado nas ruas, quanto mais um ser humano. Por esse motivo, mobilizaremos toda a união do povo, todo o apoio possível da gente que é gente e resistiremos junto com a comunidade até as últimas consequências. Beira-Rio é OPA, OPA é Beira-Rio!



sexta-feira, 2 de junho de 2023

BARRAGEM FRONTEIRAS E O TEATRO DA VIDA





            Thales Emmanuel, militante da Organização Popular – OPA.

 

Ontem, 01/06, o teatro Rosa Moraes, em Crateús-CE, foi palco de mais uma batalhada na luta das comunidades e da população urbana contra os crimes cometidos na construção da Barragem Fronteiras e pela redefinição de seu projeto.

A referida obra, que ora se ergue contra a vida de milhares de famílias, é acobertada por um falso discurso, uma encenação – como sempre acontece nos grandes projetos capitalistas –, de que vem com a finalidade de prover a população local daquilo que é sua maior carência: água.

Sim, água é vida, mas desde que seu uso tenha a finalidade de promovê-la. O que parece não ser o caso.

Estudos indicam que a Barragem Fronteiras possui dois objetivos principais, não revelados abertamente, e até negados pelas autoridades: atrair grandes empresas do agronegócio e servir de suporte hídrico a usinas mineradoras que já operam e outras que pretendem se instalar na região. Uma delas, de tão importante para o capital, foi citada no último debate televisionado da eleição presidencial passada. Ou seja, as pistas mostram claramente que o que está em curso é um velho e conhecido roteiro: imensa lucratividade para poucos, às custas de veneno e radioatividade, doença e morte para muitos.

Na audiência, as comunidades denunciaram sem meias palavras a intenção velada do projeto e exigiram “água para a vida, para o abastecimento humano, para a produção sustentável, e não para o agronegócio nem para a mineração.”

Com o auditório lotado e diante de representantes de órgãos estatais responsáveis, as famílias primeiramente atingidas expuseram o que vêm sofrendo há anos, antes mesmo da primeira carrada de argamassa ser assentada: “Nossos idosos estão morrendo de depressão. Sem poder reformar, nossas casas estão caindo sobre nossas cabeças. Não temos mais acesso a políticas públicas. Nossa vida é uma só angústia desde que tudo isso começou”. De forma objetiva e sistematizada, apresentaram suas reivindicações com prazo anunciado: “Que se encaminhe a pauta até julho de 2023. Não aguentamos mais esperar!” É como se costuma ouvir: “Se o direito não chegar, a obra vai parar!”

Se, com a pontinha do rabo, o dragão já provoca tanto sofrimento, que dirá quando se revelar por completo e, livre e solto, estiver praticando suas monstruosidades.

            No teatro da vida, a realidade é dolorida, mas cheia de esperança, sobretudo quando a união e luta dos oprimidos entram em cena.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

ARCO-ÍRIS DOS DERROTADOS

 


Thales Emmanuel, militante da Organização Popular – OPA

 

Torcedor fanático do “Gigante da Colina Histórica”, como costuma chamar o Vasco da Gama, comunista declarado, com seus mais de setenta anos de idade, combatente ao lado de Carlos Marighella na Ação Libertadora Nacional (ALN), perseguido, torturado e exilado, o camarada Aldir me profere palavras quase sussurradas no alpendre de sua casa, em Teresina:

– Como, Aldir? Não entendi.

– Eu sempre perdi.

– Como assim “sempre perdeu”? – indaguei meio confuso. Isso porque percebi que, ao se declarar um derrotado, o camarada transbordava um indisfarçável sentimento de satisfação. Parecia uma questão de honra mal disfarçada, e não parecia ser só dele. Era algo coletivo, com raízes ramificadas entre vivos, mortos e desaparecidos, entre os que ainda estão por nascer. Sim, eu vi alguns músculos do rosto tremerem de emoção, como se doessem de contentamento, tal e qual uma enigmática alegria que transborda de um breu profundo.

– Eu sempre perdi. Em minha vida toda de comunista, eu sempre perdi. Foi sempre assim – e, depois de uma pausa, conclui numa arrematada calma: – Ainda bem que eu sempre perdi.

           Todas as vitórias dos oprimidos e explorados – absolutamente todas! – só são possíveis do ponto de vista militante se houver lealdade à causa, à luta e à sua independência de classe, ainda que esta atitude signifique uma vida inteira de derrotas.

            O passado, o presente e o futuro humanos agradecem, camarada Aldir, por ajudar a manter aceso o arco-íris.

terça-feira, 11 de abril de 2023

O que é comunismo?

 


Thales Emmanuel, militante da Organização Popular – OPA

 

A palavra “comunismo” tem sido bastante falada nos últimos anos, principalmente por setores fascistas e adesivados. Por outro lado, há quem diga que ser apelidado assim é coisa boa. “Ruim é se lhe chamarem de ‘capitalista’”.

A sociedade capitalista funciona segundo uma lógica: “Ricos, cada vez mais ricos, às custas do povo, cada vez mais empobrecido, e da destruição da natureza”. É por esse motivo que a fome no mundo só aumenta, apesar dos recordes históricos de riqueza produzida, e que a biodiversidade sofre como nunca, mesmo com as repetidas conferências de cúpula sobre o clima. Não à toa, as milhões de mortes na pandemia do coronavírus correspondem aos bilhões em lucros acrescidos às fortunas dos ricos capitalistas no mesmo período.

Funcionar segundo uma lógica significa dizer que a estrutura, o alicerce a partir do qual o capitalismo é erguido, necessariamente produzirá cada vez mais desigualdades e injustiças sociais. Está em seu DNA! Isso é comprovado na pele e na alma pela maioria da população, mas também cientificamente. Se quiser entender mais a fundo, assista Tempos Modernos, A Corporação, Notícias de uma Guerra Sem Fim, Uma História de Amor e Fúria, Mataram Irmã Dorothy e leia Manifesto do Partido Comunista e A Crise Estrutural do Capital. Se achar que deve, pode também procurar a OPA. Estaremos de portas abertas.

Mas afinal de contas, o que é comunismo? E porque ele é tido como o inimigo mortal do capitalismo?

O comunismo se alicerça em dois princípios que, se praticados, necessariamente porão abaixo a ordem social injusta e erguerão uma nova, embasada na vida, e não mais no lucro.

O primeiro princípio algumas pessoas chamam de solidariedade, outras de compaixão. É o se colocar no lugar do outro, da outra. “Eu sou porque somos”. É sentir nas próprias entranhas a dor que padece o irmão, a irmã. É ver e sentir o ser humano como humano. É a indignação que ferve por dentro ante as injustiças e que nos impulsiona a agir. “Se você é capaz de tremer de indignação frente qualquer injustiça, cometida contra qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, então somos companheiros”, diz Che Guevara. 

O segundo princípio nasce quando descobrimos que os problemas têm causas. Sendo assim, podemos resolvê-los, e em definitivo. Comunismo, portanto, é também ir à raiz das questões. Dom Hélder Câmara exemplifica bem este princípio quando diz que quando dava comida aos pobres, o chamavam de santo; mas quando perguntava pelas causas da pobreza, aí logo o taxavam de comunista. Baldes são emergenciais para aparar goteiras em noites de tempestade, mas, se a estrutura da casa está comprometida como um todo, ela terá que ser demolida e reconstruída desde o alicerce, caso a intenção seja mesmo resolver o problema.

Seja através do estudo da história das sociedades e/ou por sentir na pele as mazelas provocadas pelo sistema, comunista também é aquele ou aquela que aprendeu que as mudanças reais que tanto a humanidade necessita virão de baixo, da luta e organização do povo explorado e oprimido. Em outras palavras, que “a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”, ou, se preferir, quando se “derrubar do trono os poderosos e se exaltar os humildes”.

Destarte, se você possui essas características, se vive conforme esses princípios, cuidado! Mais cedo ou mais tarde vão lhe rotular de comunista, e o que é melhor: com uma grande probabilidade de sê-lo.

 

Vamos debater um pouco?

- Como sentimos e percebemos o capitalismo em nossas vidas?

- O que temos feito para não sermos vencidos/as pela indiferença?

- É importante irmos à raiz dos problemas? Por quê?

- A família camponesa alimenta o mundo e, em muitos casos, dorme com fome. O trabalhador da construção civil constrói mansões, prédios fabulosos, mas muitas vezes mora em barraco alugado. Por que isso acontece?

- O que entendíamos por comunismo antes desta leitura? E o que entendemos agora?

sábado, 1 de abril de 2023

TODA A GENTE UNIDA CONTRA O DESPEJO DA GREGÓRIO!


                    Equipe de Comunicação da Organização Popular – OPA

 

No município de Jaguaruana, localizado no interior do Ceará, havia uma fazenda abandonada há anos. Quando ativa, esta terra era usada para produção empresarial de camarão, que, segundo pesquisas, consome cerca de 60.000 litros de água doce por quilo de animal produzido. Além disso, comprovadamente, a carcinicultura promove intensa destruição e poluição de ecossistemas.

Em 25 de fevereiro, 50 famílias agricultoras Sem Terra, oriundas de 12 bairros e comunidades diferentes de Jaguaruana, se organizaram na OPA e ocuparam a fazenda.

Esta fazenda estava abandonada há mais de seis anos. Sem contar que, quando chegamos, encontramos uma terra adoecida. Mas já começamos a recuperar ela. Plantamos feijão, jerimum, melancia, milho... tudo sem veneno! Trabalhamos para ter alimentos saudáveis para nossos filhos e para toda a região. Se Deus quiser vamos transformar a Ocupação Gregório Bezerra num local de vida, num local de produção de saúde”, declara Ana Kelly, moradora.

Para surpresa das famílias, ontem pela manhã, 31/03, um oficial de justiça se dirigiu até a comunidade para entregar uma liminar de despejo, exigindo que as famílias saíssem imediatamente. O parecer do juiz que deu a ordem, Diogo Altorbelli Silva de Freitas, está baseado em inverdades.

Ao contrário do que consta no laudo emitido pelo magistrado, como toda população bem sabe, a área há anos não cumpre sua função social. O abandono pode ser facilmente verificado na foto abaixo, feita no dia da ocupação. Se houver alguma dúvida em relação a tudo o que aqui está sendo relatado, a Comunidade Gregório Bezerra – OPA convida você para vir aqui e conferir com os próprios olhos.

A Constituição Federal prevê no artigo 184 a desapropriação para fins de Reforma Agrária do imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social. Alô governos estadual e federal! Os senhores, que já estão cientes do problema... Tá na hora de agir em favor dos direitos do povo.

Nós, que construímos a Organização Popular, acreditamos que a Casa Comum, como o Papa Francisco chama o planeta que habitamos, deve ser local de dignidade para todas as pessoas, e não somente para um punhado de gente rica. Por esse motivo, não sairemos da terra e resistiremos até o fim.

Se você também acredita que a vida deve estar acima do lucro, nesta Semana Santa não lave as mãos! Junte-se a esta luta e SEJA CONTRA O DESPEJO DAS FAMÍLIAS DA OCUPAÇÃO GREGÓRIO BEZERRA!


UNIR! LUTAR! CONSTRUIR PODER POPULAR!

 

                        Casas dos antigos donos estão completamente deterioradas, comprovando total abandono.

ENTRE O SILÊNCIO E O SILENCIAMENTO O que o Plebiscito Popular contra a chuva de veneno nos ensina

  Thales Emmanuel, militante da OPA          O Plebiscito Popular sobre a lei que autoriza a pulverização de agrotóxico por drones no Ceará...